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Legislativas deverão virar Hungria à direita

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Legislativas deverão virar Hungria à direita

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Nas legislativas do próximo domingo, a Hungria deverá fazer uma forte viragem à direita.

O ex-primeiro-ministro Viktor Orban é apontado por todas as sondagens como o favorito. Depois de oito anos na oposição, o partido conservador Fidesz pode mesmo conquistar dois terços do Parlamento, obtendo uma plataforma para uma profunda reforma estrutural.

Um analista político diz que “o que está em jogo é saber se o país será enviado num rumo que fará com que uma maior parte da população húngara sinta que a democracia dos últimos 20 anos também é boa economicamente”.

O líder carismático do Fidesz capitaliza com o desgaste do governo de esquerda devido à crise económica global.

Orban prometeu ordenar a economia e a saúde e criar um milhão de empregos na próxima década. Uma promessa de peso, num país de 10 milhões de habitantes.

A extrema-direita poderá eleger pela primeira vez deputados para o Parlamento de Budapeste. Com um discurso anti-semita e racista, o Jobbik pode mesmo, segundo algumas sondagens, tornar-se na segunda força política. Um dos principais alvos da formação tem sido a população cigana da Hungria.

O governo socialista de Gordon Bajnai é penalizado pelo duro plano de austeridade imposto pelo Fundo Monetário Internacional, pelo Banco Mundial e por Bruxelas, que desbloquearam 20 mil milhões de euros para ajudar o país a sair da crise.