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Papa evitou expulsão de padre pedófilo

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Papa evitou expulsão de padre pedófilo

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Novas acusações contra o Papa dizem que, durante os anos 80, o então cardeal Ratzinger abafou um escândalo do abuso sexual de meneores, nos Estados Unidos.

A agência Associated Press publicou uma carta dazada de 1985, assinada pelo cardeal Joseph Ratzinger e dirigida à diocese de Oakland, desaprovando a expulsão de um sacerdote que molestou crianças.

O padre Stephen Kiesle foi sentenciado, em 1978, por abuso de dois meninos. Mas não foi expulso, por resistências do Vaticano.

Os factos são agora recordados pelo antigo bispo da diocese:

“Tudo se movimentou muito lentamente, sim. naturalmente, pelo cardeal Ratzinger. Penso que, quando começámos a investigar o caso de Kiesle, ele não queria o inquérito. E, quando assumiu responsabilidades, seguia o que era a prática naquele tempo, do Papa João Paulo. Retardava estas coisas. Assim, ninguém saía do sacerdócio”.

Irwin Zalkin é o advogado das vítimas de Kiesle. Ele diz que o crime foi reduzido a um pecado:

“O seu interesse maior era proteger a igreja universal, de todo o escândalo. O escândalo foi considerado um pecado

O Papa anunciou que estava pronto para se encontrar com as vítimas, antes do aparecimento destas novas acusações.