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Polacos choram tragédia dentro e fora das fronteiras

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Polacos choram tragédia dentro e fora das fronteiras

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Dezenas de milhares de polacos convergem desde ontem no palácio presidencial, no centro de Varsóvia, para prestar homenagem a Lech Kaczynski e às restantes vítimas da tragédia.

Com as cores políticas postas de lado, o sentimento de dor é generalizado.

“Ouvi a notícia na rádio e foi um choque, porque morreram tantas pessoas: o presidente, a esposa, muitos parlamentares polacos e tantas pessoas importantes para nós. É difícil falar”.

“Não nos vai afectar em termos da organização política. A nação está bem organizada e temos uma Constituição que funciona e o país vai seguir em frente, porque é económica e politicamente estável. Mas é duro para todos.”

“Penso na tragédia do nosso presidente Kaczynski, que cometeu um erro enorme. Ele embarcou num Tupolev que caiu há dois anos e depois foi consertado, em vez de comprar um novo avião para o governo.”

Vários elementos do governo já se tinham queixado da idade da frota oficial. Com os media polacos dominados pela imagens da tragédia e da elite governante que perdeu a vida no acidente, um jornal afirmava que o Tupolev de Kaczynski, ao serviço há vinte anos, era alvo de restrições de voo em França.

O luto polaco exprimiu-se em todo o país, em missas solenes consagradas à memória das vítimas.

As homenagens ultrapassam fronteiras, com a diáspora polaca acudir às representações diplomáticas para depositar flores e mensagens de condolências.