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Tailândia: "Camisas vermelhas" recusam diálogo depois de violentos confrontos

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Tailândia: "Camisas vermelhas" recusam diálogo depois de violentos confrontos

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Banguecoque vive o rescaldo da pior vaga de violência dos últimos 18 anos.

As ruas da capital tailandesa estão cobertas de viaturas destruídas e blindados abandonados. Os violentos confrontos de sábado de nada serviram ao exército, que não recuperou o controlo das zonas ocupadas pelos “camisas vermelhas”.

Os apoiantes do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra recusam negociar com o executivo e exigem, mais que nunca, eleições antecipadas e a expulsão do chefe do governo, Abhisit Vejjajiva.

Os violentos confrontos fizeram duas dezenas de mortos e mais de 800 feridos.

Mesmo se, há um ano, outra vaga de manifestações tinha também degenerado, a capital tailandesa não vivia um dia tão sangrento desde os protestos contra a junta militar em 1992.

Governo e exército defendem que os soldados não usaram munições reais contra os manifestantes, mas a maioria dos 14 civis mortos, entre os quais um operador de câmara da agência Reuters, foram atingidos por balas.