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De skinheads a terceiro partido

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De skinheads a terceiro partido

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No princípio, era um grupo de escassas dezenas de skinheads. Este domingo, passaram a ser a terceira força política do parlamento húngaro, a escasos três pontos dos socialistas.

Formado em 2003, o partido de extrema direita Jobbik, tem um nome equívoco, que pode significar “melhor”, ou ainda, “mais à dirreita”.

Tem forças paramilitares, a Guarda Húngara.

Gabor Vona, o lider, é dono de um inquestionável carisma e os seus discursos inflamam multidões que vão para lá dos skinheads. Hoje tem quadros técnicos, operários, administrativos, jovens e séniores, homens e mulheres. Juntos, por um ideário:

“Realmente, eu sou racista. E qual é o problema? Porque hei-de gostar de quem é, de fsacto, meu inimigo?”, dfiz um membro da Guarda Húngara.

Defendem uma cultura forte, contra a influência da cultura americana.

Prometem renegociar o Tratado de Lisboa e referendá-lo.

Têm uma implantação social que andou escondida durante muito tempo. Nas últimas eleições europeias, as sondagens atribuiam ao Jobbik uma expectativa de voto situada entre os 5 e os 6 por cento.

Votos contados, tiveram uns supreendentes 15 por cento.

Este domingo, voltaram a subir. Obtiveram 16 por cento.