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Norma israelita abre portas à expulsão de milhares de palestinianos

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Norma israelita abre portas à expulsão de milhares de palestinianos

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Uma manifestação silenciosa, mas com uma mensagem gritante. 200 palestinianos reuniram-se no centro de Ramallah, na Cisjordânia, com cartazes onde se lia “Abaixo o apartheid israelita”.

Em causa, a entrada em vigor, esta terça-feira, de uma norma que abre a porta à deportação de milhares de palestinianos da Cisjordânia, se não tiverem autorização para residir no território.

O porta-voz do ministério israelita dos Negócios Estrangeiros defendeu-se, esclarecendo que “se trata de menos de dez casos por ano, de pessoas que entraram na Cisjordânia com um visto que, entretanto, expirou. Nesse caso, são expulsas”.

No Cairo, a Liga Árabe incentivou os palestinianos a recusarem uma ordem “racista”. “Apelamos ao povo e à Autoridade Palestiniana para recusarem tais medidas que vão atirar para a prisão os palestinianos dentro das suas aldeias, na Cisjordânia”, declarou Amr Moussa, o secretário-geral da Liga Árabe.

A norma define como “infiltrados” os que não têm autorização israelita para residir na Cisjordânia. O que exclui cerca de 25 mil palestinianos, nascidos na Faixa de Gaza mas que vivem e tiveram filhos na Cisjordânia.

A Liga Árabe apelou aos países árabes com assento na ONU para pedirem uma reunião de urgência. A União Europeia pediu esclarecimentos a Israel.