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Polónia vive dias de lute sem conhecer data de eleições presidenciais

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Polónia vive dias de lute sem conhecer data de eleições presidenciais

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A Polónia continua imersa na semana de luto decretada após a tragédia aérea que vitimou o Presidente Lech Kaczynski e mais 95 pessoas, no passado sábado, em Smolensk, na Rússia.

Tal como milhares de cidadãos, que passaram pelo velório de Kaczynski e da mulher, no Salão das Colunas do Palácio Presidencial, o primeiro-ministro Donald Tusk rendeu homenagem colocando uma coroa de flores nos caixões.

O momento é de luto mas fazem-se todas as diligências políticas para voltar à normalidade.

O Presidente interino Bronislaw Komorowski adiou para 21 de Abril o anúncio da data das eleições presidenciais. Especula-se que o escrutínio tenha lugar no dia 20 de Junho.

Entretanto os detalhes do funeral de Estado anunciado revelam as primeiras falhas na unidade nacional.

O casal presidencial será sepultado na cripta da Catedral de Wawel, em Cracóvia, reservada para heróis nacionais, reis ou poetas.

Nos últimos dias houve alguns protestos contra a iniciativa mas as opiniões dividem-se.

“Sou uma residente de Varsóvia e não gosto da ideia, creio que se o Presidente viveu em Varsóvia, nasceu e criou-se em Varsóvia então deve ser enterrado em Varsóvia”, diz uma habitante da capital.

“Acho que merecem. Morreram quando estavam em viagem a representar o país por isso penso que é uma boa decisão e não consigo entender as pessoas que reclamam”, diz uma jovem polaca.

Apesar dos tímidos protestos, o casal Kaczynski será mesmo sepultado na Catedral de Wawel.

Vários líderes mundiais já confirmaram a presença no funeral de domingo, entre eles, Obama, Merkel, Medvedev e Sarkozy