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Fiscalização detecta mais produtos perigosos

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Fiscalização detecta mais produtos perigosos

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Há mais produtos perigosos, na Europa – o número de casos detectados pelo sistema de alerta rápido RAPEX aumentou sete por cento, em 2009.

Os exemplos são os mais variados, como estes, apresentados por um funcionário comunitáriio:

“Por exemplo, esta boneca foi-nos enviada pela Hungria, tem uma tecla que pode ser destacada por uma criança, que a pode meter na boca e entalar na garganta. Aqui temos um urso de peluche sem um olho porque caíu, durante o teste feito pelas autoridades holandesas”.

O caso mais grave é o espanhol, onde foram detectados 220 produtos perigosos

Um número que representa mais de 10 por cento do total europeu.

Este agravamento, segundo a Comissão Europeia, justifica um reforço da fiscalização, defendido por John Dalli:

“Precisamos de afectar cada vez mais recursos a esta tarefa, o que significa, que a nossa rede tem que ser maior e mais ampla, e é isso que a comissão quer fazer, trabalhando com países terceiros, como a China por exemplo, para se assegurar que as medidas que adoptámos para a certificação sejam cumpridas, de modo a acabar com o perigo, na origem”

Há casos extremos. Por exemplo, na Bélgica, uma cobertura corta-fogo, inflamou-se, em escassos segundos.

O número de produtos perigosos pode não estar a aumentar. A fiscalização é que está mais eficaz, como reconhece Sylvia Maurer, da Comissão Europeia:

“Claro que é importante que a informação trocada seja melhor, com o Rapex, mas nós precisamos também de mais controles, e estamos muito interessados nisso, porque, com a crise financeira, poderá haver uma tendência para reduzir os controles, porque há menos fundos disponíveis nos Estados-membros para esta actividade”.

A Comissão concliu ainda que as empresas europeias demonstraram um grande sentido de responsabilidade e os seus produtos são hoje muito menos perigosos.

O perigo vem de outro lado. Estima-se que 80 por cento dos produtos impróprios venha das economias emergentes