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Unida na dor mas dividida quanto ao sepulcro

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Unida na dor mas dividida quanto ao sepulcro

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A Polónia está unida na dor mas dividida quanto ao sepulcro do casal presidencial falecido no desastre aéreo de domingo.

Ao mesmo tempo que milhares de pessoas dos quatro cantos do país rendem uma última homenagem a Lech Kaczynski, em câmara ardente no palácio presidencial em Varsóvia, trava-se um aceso debate sobre o local do enterro.

A decisão das autoridades em sepultar o casal Kazcinski no Panteão Nacional, onde repousam os restos mortais de reis, rainhas e heróis, suscitou a indignação de centenas de pessoas protestos eclodiram em Cracóvia e mais estão previstos.

Os contestatários argumentam que o presidente, nacionalista e eurocéptico, não era uma figura consensual e se tivesse morrido de causas naturais nunca seria sepultado no panteão.

Entretanto, continuam a chegar ao país os restantes corpos das vítimas que seguiam no Tupolev presidencial, como o do último presidente no exílio, Ryszard Kaczorowski.