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Vulcão islandês continua a paralisar aviões no fim-de-semana

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Vulcão islandês continua a paralisar aviões no fim-de-semana

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A paralisia do tráfego aéreo numa grande parte da Europa vai prolongar-se este sábado, devido à nuvem gigante de cinzas criada pela erupção vulcânica na Islândia.

Enquanto, ironicamente, os aeroportos islandeses se mantêm abertos, muitos países europeus fecharam total ou parcialmente os espaços aéreos.

O custo diário para o sector é de 147 milhões de euros, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo.

Milhões de passageiros, tanto na Europa como no resto do Mundo, viram-se impossibilitados de chegar ao destino.

No aeroporto londrino de Heathrow, este norte-americano diz que está aqui “há vários dias, há horas a fio, à espera”. E, num tom de desespero, acrescenta que está “frustrado, irritado e saturado”.

O aeroporto de maior tráfego internacional tem as portas fechadas desde quinta-feira.

Com viagem prevista para um casamento em Cuba, uma jovem explica que “os pais e as madrinhas da noiva e o padrinho do noivo estão aqui bloqueados. O casamento é na terça-feira e, se não chegarem, ficarão devastados”.

Os problemas aéreos levaram a um verdadeiro “assalto” a alternativas de transporte.

Os 58 comboios da Eurostar que fazem a ligação entre a Grã-Bretanha e o resto da Europa estão a funcionar em plena capacidade, transportando mais de 46 mil passageiros e a companhia poderá reforçar o serviço durante o fim-de-semana.

No exterior da gare de Bruxelas, um passageiro britânico explica que “foi muito difícil conseguir um bilhete”. Obteve apenas “um assento desdobrável, por isso vão ser duas longas horas de viagem”.

Os serviços marítimos entre a Europa Continental e o Reino Unido e a Irlanda também observam um aumento exponencial da procura.

Uma companhia de táxis de Londres disse mesmo ter aceite pedidos com destinos tão longínquos como Milão ou Zurique.