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Companhias de aviação "perdem a paciência"

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Companhias de aviação "perdem a paciência"

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Mesmo sem passageiros a bordo, algumas companhias aéreas começaram a descolar.
 
Os voos-teste deste domingo querem avaliar o impacto da nuvem de cinzas vulcânicas na navegação aérea. 
 
A Luftansa e a Air France dizem que não houve problemas, tal como a KLM. O presidente da companhia franco-holandesa recusa-se a baixar os braços perante a nuvem de incertezas.
 
“Perguntamos constantemente aos meteorologistas que critérios estão a utilizar. Queremos que nos digam porque é que os estão a usar e como fizeram as medições”, diz Peter Hartman.
 
Na resposta, os meteorologistas dizem que as coisas não são assim tão simples. O certo é que a nuvem continua a paralisar parte da Europa.
 
“Não conseguimos medir a densidade da nuvem. É uma tarefa muito difícil. Somos capazes de avaliar, por exemplo, a explosão de uma fábrica nuclear, mas a erupção de um vulcão é uma coisa rara, por isso não estamos habituados. Amanhã o DLF (serviço de meteorologia alemão) vai fazer um voo pela nuvem para medir a densidade”, diz Christoph Hartmann.
 
Conscientes da crise económica algumas companhias aéreas cansaram-se de esperar por explicações científicas.
 
A paralisação está a custar aos operadores aéreos vários milhões de euros por dia.