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.Caos aéreo mexe com nervos e carteiras dos passageiros

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.Caos aéreo mexe com nervos e carteiras dos passageiros

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Decepção, fadiga e desgaste são algumas das emoções de muito passageiros retidos em aeroportos de todo mundo.

De Frankfurt a Tóquio passando por Tel Aviv e Praga, a Euronews ouviu as histórias de pessoas que procuram chegar aos seus destinos.

Na Alemanha, o militar Charlie McKinney operado a uma apendicite, nunca imaginou que o seu regresso do Iraque fosse tão complicado.

“Tinha tudo em ordem, tinha inclusivamente feito um novo passaporte, tinha tudo certo, o bilhete de avião, venho para aqui e adivinhem, acontece isto”, desabafa.

O caos aéreo não só mexe com os nervos mas também com a carteira dos passageiros. É o caso de Nicolas Ribard, um turista francês retido em Tokio.

“Entre os quatro que estamos juntos temos menos de 24 euros. É complicado porque dispomos de quase tudo o que precisamos mas temos de pagar. Temos de lutar por um vale para poder tomar um duche grátis mas a espera pode durar três dias, afirma.

“O primeiro voo de regresso (para Zurique) é só a 7 de Maio, ainda falta muito, começo a trabalhar hoje, por isso não sei. Isto não é nada bom e custa muito dinheiro”, diz Alexandrer Rachke, turista alemão.

Outros passageiros com mais alternativas e recursos contam as peripécias que viveram para chegar a casa. O israelita Nissim ben Shoham conta como veio para Tel aviv.

“Foi uma grande confusão. Estava retido em Milão, tentei apanhar um comboio mas não deu porque estava completo. Consegui alugar um carro e conduzi até Roma onde tive de ser muito paciente porque a companhia aérea estava sempre a confirmar e a cancelar o voo, mas finalmente acabei por apanhar o ultimo avião.

Para levantar a moral dos passageiros o aeroporto de Praga pôs em prática uma ideia original: convidar as pessoas a conhecer as zonas normalmente interditas ao público.

“Esta é a primeira vez nos 73 anos de história do aeroporto que mostramos as pistas ao público e andamos de autocarro nelas com os passageiros”, diz o director de aviação Stanilav Zeman.

Para o jovem Martin Petrasek, de 9 anos o dia foi de diversão. “O que gostei mais foi do carro dos bombeiros e das diferentes gruas. Foi muito divertido”, diz.

Só mesmo os mais pequenos é que parecem desfrutar dos momentos únicos provocados pelo vulcão islandês.