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Medvedev assinala reaproximação com Polónia no funeral de Kaczynski

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Medvedev assinala reaproximação com Polónia no funeral de Kaczynski

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Um forte sinal de reaproximação entre Moscovo e Varsóvia. Foi assim que foi interpretada a presença do presidente russo no funeral de Lech Kaczynski.

Com a ausência de dirigentes como Barack Obama ou Angela Merkel devido às perturbações no tráfego aéreo, Dmitri Medvedev foi, de longe, o mais importante dignitário estrangeiro na catedral de Cracóvia.

À chegada à cidade polaca, o chefe de Estado russo disse: “As tragédias podem suscitar emoções difíceis, mas espero que, no caso das relações entre a Polónia e a Rússia, o acidente aéreo de Smolensk aproxime os dois países.”

O presidente interino da Polónia, Bronislaw Komorowski, aproveitou a oportunidade para pedir ao Kremlin que dê a conhecer todos os detalhes sobre o massacre de há 70 anos em Katyn.

Medvedev reiterou a posição da Rússia: “A tragédia de Katyn foi o resultado de um crime de Estaline e dos seus colaboradores. Precisamos de uma investigação minuciosa adicional, apesar de já termos classificado muitas vezes esta tragédia como um crime do regime de Estaline.”

Três dias antes do acidente aéreo, os primeiros-ministro russo e polaco assinalaram o aniversário do massacre na floresta nos arredores de Smolensk.

Conhecido pela inimizade com Moscovo, Kaczynski tinha preferido homenagear separadamente os 22 mil oficiais polacos mortos em Katyn, acabando por falecer na viagem para a cerimónia.