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Governo do Quirguistão admite usar napalm contra bandidos

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Governo do Quirguistão admite usar napalm contra bandidos

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No Quirguistão, o governo interino tenta, por todos os meios, manter a autoridade, mas a violência étnica continua a fazer vítimas.

Os novos detentores do poder, desde o levantamento popular de 7 de Abril, enviaram esta terça-feira, para alguns bairros dos arredores de Bichkek, centenas de militares e carros blindados para tentar controlar a situação às portas da capital. Várias pessoas foram detidas; a calma voltou nas últimas horas.

Entretanto, o governo interino tenta dialogar com os países vizinhos à procura de apoio. O vice-primeiro-ministro reuniu-se com o chefe do executivo do Cazaquistão.

Em conferência de imprensa Almaz Atambayev garantiu que não serão usadas armas contra a população civil, mas deixou o aviso: “Estou disposto a usar o napalm contra os bandidos em condições em que os cidadãos pacíficos não sejam atingidos”.

Os bandidos são, para o poder de Bishkek, os grupos armados da região de Osh no sul do Quirguistão, apoiantes do presidente deposto.

Koumanbek Bakiyev encontra-se na Bielorrússia, onde, segundo algumas fontes, prepara o regresso ao país para liderar a oposição.