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Nova crise política na Bélgica com demissão do Governo

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Nova crise política na Bélgica com demissão do Governo

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A Bélgica mergulha de novo numa crise politica. Flamengos e francófonos não se entendem.
O governo de coligação liderado pelo primeiro-ministro belga, Yves Leterme, apresentou a demissão ao rei Alberto II, mergulhando, de novo, o país na incerteza.

A demissão surge após o partido liberal flamengo, Open VDL, ter abandonado a coligação devido a uma disputa sobre os direitos linguísticos e políticos dos francófonos nas regiões flamengas do distrito de Bruxelas-Hal Vilvorde.

As negociações arrastavam-se há três anos e poucos ou nenhuns progressos foram feitos. Segundo as palavras de Alexander de Croo, houve um “ruptura de confiança”.

“Ao retirarmos a nossa confiança e pedir a revisão dos direitos linguísticos dos francófonos em Bruxelas-Hal Vilvorde queremos fazer o máximo de pressão e obrigar as pessoas a assumir as suas responsabilidades de maneira a podermos chegar a um acordo sobre a questão de Bruxelas-Hal Vilvorde”, disse Alexander de Croo.

A crise governativa belga surge a pouco menos de dois meses do país assumir a presidência rotativa da União Europeia, a 1 de Julho 2010.

O pedido de demissão aguarda a deliberação do rei Alberto II, que perante os graves problemas económicos que o país enfrenta, optou adiar a sua decisão. No entanto, o cenário de eleições antecipadas não está descartado.

A Bélgica atravessa uma importante crise financeira: a divida pública supera os 100% do PIB, a que se junta esta crise politica.

O Governo de coligação durou menos de cinco menos e com a sua queda ficou adiada a polémica votação que pretendia proibir os véus islâmicos totais em espaços públicos