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Paralisação aérea custou 1.2 mil milhões de euros às companhias

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Paralisação aérea custou 1.2 mil milhões de euros às companhias

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Numa altura em que o tráfego aéreo tenta regressar à normalidade, fazem-se as contas aos prejuízos provocados pelas suspensões dos voos.

A Associação Internacional dos Transportes Aéreos, IATA, calcula as perdas para as companhias de aviação em 1.7 mil milhões de dólares – mais de 1,2 mil milhões de euros.

O vice-presidente da American Airlines estima que o impacto económico da paralisação é pior do que o verificado após o 11 de Setembro.

Art Torno considera que “não vai ser possível recuperar as perdas” e mostra-se preocupado com o cálculo da IATA de 1.7 mil milhões de dólares de prejuízos.”

O presidente da Air Europa não hesita em criticar a suspensão do espaço aéreo. “Penso que quando esta gente toma as decisões não lhes vai ao bolso porque se fosse não as tomariam”, diz.

Mas as companhias aéreas não foram as únicas lesadas. As empresas de “catering” também sofreram com a suspensão dos voos. Que o diga um dos directores de uma delas, sedeada em Paris.

“Perdemos mais de seis milhões e meio de euros nos últimos dias. Felizmente temos uma situação financeira segura. A nossa empresa pode cobrir as perdas mas foi devastador, tal como o foi para outros sectores no mercado.”

Por exemplo, em Espanha, o sector turístico perdeu pelo menos 252 milhões de euros, sem contabilizar os prejuízos das companhias aéreas, segundo a Aliança para a Excelência Turística. A organização pediu ao governo uma ajuda excepcional para o sector que representa cerca de 10% do PIB do país.

O bloqueio custou ainda 650 milhões de dólares à economia norte-americana, afectando 6.000 empregos nos Estados Unidos, de acordo com a associação norte-americana da indústria de viagens.