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Bélgica: um país dividido

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Bélgica: um país dividido

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Os belgas consideram-na uma “pedra no sapato”. A zona bilingue de Bruxelas-Halle-Vilvoorde volta a estar no centro de uma crise política. Flamengos e francófonos estão de novo em desacordo por causa de questões linguísticas.
 
Esta é uma área composta pela capital belga e por 19 autarquias bilingues. Mas, também inclui 35 autarquias flamengas.
 
As duas comunidades – francófona e flamenga - coabitam e lutam para encontrar uma solução satisfatória.
 
“Houve um ajustamento à Constituição, proposto pelo presidente em exercício da União Europeia, Herman Van Rompuy, há dois ou três anos atrás. Nós queremos ir mais além do que o que está escrito: queremos uma Bruxelas bilingue com as 19 regiões rodeadas por um território flamengo monolingue”, explica Jan De Broyer, vereador da cidade de Overijse.
 
O impasse tem anos e leva a problemas de ordem administrativa.
 
O magistrado François Van Hoobrouck, candidato às últimas autárquicas, pelo partido da maioria, foi eleito com 75% dos votos, na cidade de Wezembeek-Oppam. “Mas o governo flamengo recusou, porque achava que a convocação de eleições deveria ter sido enviada na língua da região”, diz.
 
Para os habitantes, esta é mais do que uma questão política. É o caso de um casal de proprietários. Ela é francófona, ele é flamengo. 
 
“Sim, vejo que as pessoas que trabalham na região não podem falar francês, mas podem falar qualquer outra língua. Podem falar inglês, mas o francês está proibido”, queixa-se o cidadão.
 
A demissão do governo de Yves Leterme - a terceira em dois anos - reaviva mais uma vez a cisão do reino belga.