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Grécia pede activação de empréstimo

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Grécia pede activação de empréstimo

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O governo grego, liderado por George Papandreou, pediu oficialmente a activação da linha de crédito de 45 mil milhões de euros, oferecida pelos parceiros da Zona Euro e pelo FMI.

Papandreou anunciou a decisão esta manhã. Há muito que a Grécia estava a adiar a aceitação destas propostas e tem preferido, até agora, financiar a dívida através da emissão de obrigações.

O anúncio segue-se a uma subida em flecha dos juros da dívida, ontem. Uma nova deterioração do rating por parte da agência Moodys fez os juros chegarem aos 11%, um nível igual ao do Paquistão.

Para os analistas, o empréstimo é uma notícia positiva: “Este plano de salvamento vai injectar liquidez nos sistema, liquidez que é muito precisa. Vai dar mais tempo à Grécia. No entanto, o país tem que resolver os problemas internos, através de reformas estruturais que podem ser dolorosas”, diz o analista financeiro Vagelis Agapitos.

A crise grega é o maior desafio alguma vez enfrentado pelo euro e pelo conjunto de dezasseis países que utilizam a moeda única.

Para a chanceler alemã Angela Merkel, assegurar a estabilidade do euro é um trabalho que deve ser feito por todos os governo do grupo dos 16. Merkel diz ainda que é impossível ter uma ideia correcta do verdadeiro valor da ajuda financeira à Grécia, porque as negociações ainda estão a decorrer.

A dívida grega atinge neste momento 300 mil milhões de euros. Desse dinheiro, há 8,5 mil milhões que têm que ser liquidados pelo menos até ao dia 19 de Maio. Para combater o défice, o governo grego delineou um plano de austeridade.