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Gregos pessimistas face ao pedido de socorro do governo


Grécia

Gregos pessimistas face ao pedido de socorro do governo

Os gregos reagem com pessimismo ao pedido de socorro lançado por Atenas aos parceiros europeus e ao Fundo Monetário Internacional. Temem que as já difíceis medidas de austeridade sejam reforçadas, mas reconhecem que era inevitável.

Dimitris Lemonis, habitante de Atenas, afirma: “Acredito que não há um grego que não esteja preocupado, mas era a única solução. Quero manter espírito positivo e pensar que com a ajuda de todos os gregos as coisas vão melhorar”. Mais pessimista está Evangelia Panagiotoplou. Esta reforma conta que a sua reforma não pára de diminuir e os filhos são obrigados a ajudá-la a chegar ao fim do mês.

Até 19 de Maio, Atenas precisa de nove mil milhões de euros. O governo de Georges Papandreu pediu aos parceiros da zona euro e ao FMI que accionassem o pacote de ajuda de 45 mil milhões de euros, definido no mês passado, pois as condições de empréstimo no mercado tornaram-se impossíveis para as finanças gregas.

O pedido de socorro do governo grego foi bem acolhido pelo G20, reunido em Washington. Mas a notícia acaba por esfriar os ânimos dos líderes da finança mundial em relação à retoma da economia.
Nesta reunião, o G20 não conseguiu chegar a um acordo sobre a criação de um imposto para o sistema bancário, responsável pelo desencadear da crise. Mais uma desilusão para os manifestantes reunidos à porta da sede do Banco Mundial.

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