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"Chernobyl continua a ser uma ameaça", afirma Ianukovich

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"Chernobyl continua a ser uma ameaça", afirma Ianukovich

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Esta segunda-feira, o mundo relembrou a catástrofe de Chernobyl. Centenas de pessoas estiveram no cemitério de Mitino, em Moscovo. Um lugar onde estão enterrados alguns dos bombeiros que lutaram dia e noite para construir uma protecção que travasse a fuga nuclear.

Estima-se que 600 mil pessoas tenham participado na cobertura do reactor. 25 mil terão morrido.

Foi há 24 anos que o reactor número quatro da central nuclear de Chernobyl, a norte da capital ucraniana, explodiu. O acidente lançou para a atmosfera 200 toneladas de material radioactivo, que atingiu principalmente a Ucrânia, a Bielorrússia e a Rússia.

Apesar da catástrofe, a central só foi fechada há dez anos. Hoje, a protecção que envolve o reactor número quatro apresenta brechas e é necessária uma nova cobertura.

O presidente da Ucrânia, Viktor
Ianukovich , afirmou que o reactor continua a ser uma “ameaça para a Ucrânia e para os países vizinhos”. Por isso, pediu à comunidade internacional uma ajuda adicional de 400 milhões de euros para o projecto de reforço da protecção do reactor. Cerca de mil milhões já foram angariados.

As cicatrizes da catástrofe continuam bem presentes. A apenas dois quilómetros da central, a cidade de Pripyat é um lugar fantasma.

De acordo com as autoridades ucranianas, o acidente custou mais de cem mil vidas. A Greenpeace fala em 200 mil.