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Chernobyl: os riscos 24 anos depois


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Chernobyl: os riscos 24 anos depois

Esta segunda-feira, o mundo relembra a catástrofe de Chernobyl. Foi há 24 anos que o rector número quatro da central nuclear explodiu. Toda a área foi vedada ao mundo exterior e o reactor ficou selado por um sarcófago de cimento de 200 metros de profundidade. Mas o perigo não desapareceu.

Uma visita à central comprova-o. Um soldado aponta para o medidor de radioactividade que indica valores largamente superiores aos considerados seguros.

Apesar da catástrofe, a central só foi fechada em 2000. Hoje é um lugar fantasma. O sarcófago que cobre o reactor 4 foi concebido para durar 20 a 30 anos. Os especialistas alertam para a urgência de o voltar a isolar.

Duas empresas francesas vão construir uma nova protecção através de um fundo internacional de mais de 400 milhões de euros.

Numa onda de solidariedade com as vítimas de Chernobyl e para protestar contra a energia nuclear, mais de cem mil pessoas fizeram uma cadeia humana na cidade alemã de Hamburgo, este sábado. Os organizadores denunciaram o adiamento do fecho de 17 centrais nucleares germânicas para depois de 2020.

A explosão de 26 de Abril de 1986, em Chernobyl – a norte da capital ucraniana – causou uma nuvem radioactiva que atingiu, sobretudo, a Ucrânia, a Bielorrússia e a Rússia.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de quatro mil pessoas morreram devido à exposição às grandes quantidades de radiação emitidas pela central. Mas estima-se que 400 mil pessoas continuem afectadas pelos efeitos da explosão.

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