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Hamas faz guerra psicológica

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Hamas faz guerra psicológica

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O Hamas aderiu à guerra psicológica, tão em voga nos anos 70. E o soldado israelita, Gilad Shalit é o instrumento de um filme de animação, colocado na Internet.

O soldado que está refém do Hamas há quatro anos.

O filme glosa o facto de o poder político israelita
ter feito sucessivas promessas de que resgataria Gilad Shalit, todas em vão.

Foi o Governo de Ehud Olmert, depois o de Benjamim Nataunyhau que também aparecem no filme.

A figura animada central representa o pai do soldado, na procura enganada de uma solução que lhe devolva o filho.

E um dia recebe um caixão, coberto por uma bandeira de Israel.

Apesar de tudo, sobra uma legenda de esperança. O pai ainda espera por receber o filho.

Um porta-voz do Hamas refuta as acusações de crueldade, feitas ao filme. Reduz tudo a uma questão política, e o destinatário é o Governo de Israel:

“É uma mensagem para o governo sionista de ocupação que, apesar das propostas do Hamas e da resistência, nunca abriu negociações. Estão a jogar com o tempo e a fazer chantagem com o Hamas, para baixarmos as exigências, apesar das nossas cedências e ofertas. É uma aposta errada”.

Uma referência às negociações, com mediação internacional, para a troca de prisioneiros, a explicarem este iniciativa.

Um explicação que não convenceu o Governo de Israel, nem o primeiro.ministro Benjamin Nataunyhau.

O responsável pelos esforços para a libertação de Shalit fez um apelo:

“Queria apenas dizer ao Hamas para parar de brincar com as pessoas, mesmo com o seu Povo, e que tome uma decisão corajosa, que é a melhor maneira de ver centenas de prisioneiros seus a regressar a casa”.

Guerra de palavras que, apesar de tudo, ainda não incendiou os animos.

O soldado Shalit foi capturado pelo Hamas junto à fronteira com o Líbanmo.