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Atenas quer respeitar medidas de rigor apesar do descontentamento nas ruas

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Atenas quer respeitar medidas de rigor apesar do descontentamento nas ruas

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Entre a espada e a parede, o governo grego tenta não dar um passo em falso no respeito pelo plano de austeridade económica ao mesmo tempo que a tensão persiste nas ruas.

Enquanto membros de organizações sindicais bloqueavam o porto de Pireus, no Parlamento, o ministro das Finanças, George Papaconstantinou, deplorava as medidas draconianas a que a Grécia está sujeita quando tem que pagar empréstimos.

“No dia 19 de Maio temos que pagar Obrigações do Tesouro de um montante de nove mil milhões de euros. Até lá as nossas necessidades de financiamento estão cobertas, mas as actuais condições do mercado são totalmente proibitivas no que diz respeito a empréstimos.”

George Papaconstantinou afirmou no domingo que o apoio financeiro que a Grécia deverá receber dos países da zona euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI) vai permitir a Atenas pagar estas obrigações.

A chanceler alemã, Angela Merkel, relembrou no entanto que “a Alemanha só ajudará a Grécia se todas as exigências forem respeitadas porque só através de um programa sustentável é que temos hipóteses de garantir a estabilidade do euro de forma permanente.”

Menos intransigentes do que a chanceler alemã, Nicolas Sarkozy e Durão Barroso defenderam esta segunda-feira, em Paris, uma acção rápida na ajuda à Grécia para assegurar a estabilidade da zona euro.