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Crise grega agrava-se

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Crise grega agrava-se

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O custo dos seguros da dívida grega chegou a novos máximos históricos esta terça-feira, com o aumento do receio de que em breve o país entre na situação “default” ou seja, em que não consegue pagar as dívidas. É já no dia 19 do próximo mês que o país tem que reembolsar uma parte do dinheiro das obrigações que estão agora a vencer.

Para o vice-presidente do Banco Central Europeu Lucas Papademos, ele próprio antigo governador do Banco da Grécia, é essencial ir à raiz dos problemas: “O programa económico a ser preparado pela Comissão, pelo Banco Central Europeu, pelo FMI e pela Grécia tem que especificar medidas fiscais completas que possam atacar a raiz dos problemas fiscais da Grécia e a fraqueza estrutural”.

A pressão dos mercados sobre o país está a aumentar desde que, na última sexta-feira, a Grécia pediu oficialmente a activação do plano de ajuda da União Europeia e do FMI.

Os analistas tentam relativizar o impacto da crise gregta na economia europeia: “Um euro mais fraco é bom para as exportações para fora da Zona Euro. Temos que ver que a Grécia é um problema que pode ser enfrentado e que não tem impacto na vontade de gastar dos consumidores”, explica o analista Klaus Wübbenhorst.

Mas os problemas com a dívida dos Estados da Zona euro não se limitam à Grécia. Segundo muitos analistas, Portugal pode vir a ser a próxima vítima. Nos últimos dias, os juros da dívida portuguesa têm estado em forte alta e o índice PSI 20, da bolsa lisboeta, tem vindo a ser fortemente castigado. Esta terça-feira, a Standard & Poors baixou a nota da dívida portuguesa.