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Goldman Sachs defende-se no Senado

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Goldman Sachs defende-se no Senado

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O Goldman Sachs, um dos maiores bancos dos Estados Unidos, está desde esta terça-feira a ser ouvido pelos senadores norte-americanos, acusado de fraude.

Nesta primeira sessão, sentaram-se quatro dos maiores executivos do banco. O presidente Lloyd Blakfein vai também depor. Segundo as acusações, o Goldman Sachs usou estratagemas para se aproveitar da crise para fazer dinheiro à custa dos clientes.

“Um banqueiro pode cometer erros, mas não pode nunca cometer o erro de oferecer aos clientes um investimento que sabe que não é bom”, diz o presidente da sub-comissão que está a investigar este caso, o democrata Carl Levin. Outra senadora, a também democrata Claire McCaskill, acrescenta: “Não se trata de investir num negócio que tem uma boa ideia, trata-se de jogo, de jogo puro e duro”.

O executivo francês Fabrice Tourre está no centro das acusações, por ter alegadamente vendido um produto financeiro que tinha como objectivo perder valor. Acusações que o próprio nega: “Fui um intermediário entre investidores profissionais altamente sofisticados, todos eles institucionais. Nunca tive clientes individuais. Todos os produtos estruturados nos quais trabalhei vieram satisfazer necessidades importantes para estas instituições financeiras sofisticadas”.

Estas audiências no Senado seguem-se a um processo movido pela autoridade bolsista norte-americana, a Securities and Exchange Commission (SEC). Estas são as acusações mais graves dos últimos anos a serem enfrentadas por um banco.