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Leterme lamenta a "falta de diálogo" na Bélgica

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Leterme lamenta a "falta de diálogo" na Bélgica

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O primeiro-ministro belga lamentou a falta de diálogo entre os partidos da coligação que o levaram a apresentar a demissão. Em comunicado, Yves Leterme assumiu que o país está num “impasse político”.

Esta é a terceira vez que Leterme apresenta a demissão ao rei Alberto II e a segunda aceite pelo monarca.

O cristão democrata flamengo é nomeado primeiro-ministro em Março de 2008; em Julho, demite-se, mas o rei recusa. Cinco meses mais tarde volta a demitir-se e o rei aceita. Regressa ao governo quase um ano depois, em Novembro.

Na origem da crise está o desacordo sobre o estatuto linguístico e político da Flandres, onde a maioria francófona tem privilégios eleitorais. O Tribunal Constitucional quer que o sistema eleitoral seja revisto, mas as duas comunidades não chegam a acordo.

A líder democrata cristã flamenga defende que há um problema de conformidade com a Constituição. “Para convocar eleições, é preciso ajustar a lei à Constituição”, diz.

A queda do governo acontece a dois meses da Bélgica assumir a presidência da União Europeia.

Nas ruas, ainda há quem acredita numa Bélgica unida: “É preciso abandonar as soluções normais, devemos experimentar outras soluções, mais criativas. Eu acredito num consenso belga e desejo que se encontre um compromisso, o mais depressa possível”, diz uma cidadã belga.

As sondagens apontam para a subida dos partidos independentistas na Flandres, o que complica futuros compromissos com os francófonos.