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Palmadas em crianças na mira do Conselho da Europa

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Palmadas em crianças na mira do Conselho da Europa

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O debate sobre os castigos corporais regressou ao Conselho da Europa. A instituição com sede em Estrasburgo e que reúne 47 países pretende proteger as crianças e esta terça-feira lançou uma campanha para estender a proibição a todos os membros. Actualmente 18 Estados legislaram contra os castigos físicos mas o debate vai continuar aceso. É que no lote das punições está incluída a simples palmada, que muitos julgam educativa.

Mas há quem considere uma lei igualmente educativa.

Elisabeth Dahlin, Save the Children (Suécia):
“- Penso que se pode comparar com o uso dos cintos de segurança nos carros. Estabelece-se um quadro legal e a mentalidade das pessoas acaba por mudar.”

Em França, país dos Direitos do Homem, 82 por cento da população não quer uma lei antipalmada, por considerar que se trata de matéria do foro privado. Uma deputada da maioria parlamentar acaba por ser uma das poucas vozes discordantes.

Edwige Antier, UMP:
“- Ao levantar a mão está-se a perder autoridade. E a criança deixa de tomar o adulto como um guia. A criança não precisa de um chefe, ela precisa de um guia.”

Um estudo levado a cabo pela universidade americana de Nova Orleães publicado este mês no Journal of Paediatrics conclui que uma criança de 3 anos que leve regularmente umas palmadas se torna agressiva a partir dos 5.