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Analistas alertam para "efeito dominó" da crise grega

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Analistas alertam para "efeito dominó" da crise grega

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São cada vez maiores os receios de que a crise da dívida grega contagie outros países. Para os contrariar, o Fundo Monetário Internacional está a estudar a possibilidade de aumentar a quota de participação no pacote de ajuda financeira à Grécia. De acordo com o Financial Times, o FMI poderá contribuir com 25 mil milhões de euros, a que se somam os 30 mil milhões da União Europeia, apesar das reticências alemãs.

Hoje, em Tóquio, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, assegurou que as negociações para ajudar a Grécia estão “bem encaminhadas” e descartou a eventual reestruturação da dívida grega. Disse ainda que vai convocar uma cimeira de líderes do Eurogrupo para 10 de Maio.

Mas os analistas têm uma visão mais negativa. “Penso que vamos continuar a ter más notícias da Europa, depois da Grécia, Portugal e Espanha. É como um efeito dominó: o castelo de cartas está a cair e vai arrastar os mercados financeiros globais”, explica Francis Lun, gerente da Fulbright Securities Ltd.

Portugal parece a peça seguinte do efeito dominó. A agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P) cortou em dois níveis o rating de longo prazo da dívida portuguesa de A+ para A-. Isto transforma o país no segundo mais arriscado da Zona Euro para se investir, logo a seguir à Grécia.