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Blankfein defende Goldman Sachs perante comissão do Senado dos EUA

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Blankfein defende Goldman Sachs perante comissão do Senado dos EUA

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Perante os protestos de alguns presentes na audiência da comissão do Senado norte-americano, o principal dirigente da Goldman Sachs defendeu as práticas da sua empresa durante a crise.

Lloyd Blankfein depôs perante um comité do Senado muito crítico. O presidente executivo foi o último quadro da empresa a responder às questões dos Senadores.

Blankfein defendeu a instituição financeira de ter tido um papel pouco ético no mercado imobiliário e de ter agido para prejudicar os seus próprios clientes. “Acreditamos ter gerido os riscos como os nossos accionistas e os nossos reguladores queriam,” justificou.

O presidente executivo da Goldman Sachs afirmou também que os clientes que compraram títulos estavam à procura de risco “e foi o que tiveram”.

Elizabeth Nowicki, professora de direito na Universidade de Boston, afirma que “esta audiência foi também muito prejudicial para outros bancos. É apenas uma questão de tempo para que os investidores privados e a SEC (comissão que controla os mercados) comecem a investigar estas transacções sofisticadas enquanto a Goldman Sachs vendia os seus principais produtos derivados.”

O comportamento considerado pouco ético e transparente da Goldman Sachs está na origem da apresentação pela administração norte-americana de uma queixa por fraude no início do mês.

Os cinco dirigentes da empresa que passaram pelo comité do Senado rejeitaram que o banco de investimento de Wall Street tivesse tido um papel activo na quase destruição do sistema financeiro norte-americano.