Última hora

Última hora

Onda de indignação contra agências de "rating"

Em leitura:

Onda de indignação contra agências de "rating"

Tamanho do texto Aa Aa

Um dia depois da agência de notação financeira Standard & Poor’s ter descido o “rating” da dívida espanhola, a população está preocupada.

Face a um desemprego que ultrapassa os 20% e com dificuldades para sair da recessão, as más notícias provocam a revolta.

Nas ruas de Madrid, um residente afirma: “A primeira coisa que me chama a atenção é que os políticos foram incapazes de prever a crise e contribuíram para que ela aparecesse. Estes senhores viram chegar a crise e contribuíram para a agravar. Parecem imbecis!”

Outra madrilena diz: “É preciso tomar medidas mais rigorosas. E para isso, o governo deve trabalhar em conjunto com a oposição.”

Esta quarta-feira, a vice-presidente do Governo espanhol assegurou que vai cumprir o plano de austeridade para baixar o défice de 11,2% para 3% em 2013. Além disso, Maria Helena Teresa de La Vega criticou as agências de “rating”, afirmando que estão a pôr em causa “os pilares que sustêm a economia espanhola”.

Um consultor financeiro diz-se “surpreendido” com a “desmesurada” confiança que as bolsas ainda depositam nas agências de “rating”, que “há um ou dois anos mostraram não ser fiáveis”.

Também o director do FMI, Dominique Strauss-Kahn, e o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, apontaram o dedo às agências.

A Standard & Poor’s considerou que a Espanha não vai conseguir cumprir os objectivos de redução do défice, acrescentando que este deverá exceder os 5% em 2013.