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S&P reduz nota da dívida pública espanhola

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S&P reduz nota da dívida pública espanhola

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Depois de Portugal, Espanha. A situação da dívida espanhola é diferente da portuguesa, mas Madrid não escapou a uma redução da nota de AA+ para AA pela Standard & Poor’s (S&P).

A medida da agência de notação, que 24 horas antes baixou o rating da dívida portuguesa em dois níveis, levou a que a bolsa de Madrid terminasse o dia com as maiores perdas da Europa. O índice Ibex caiu 2,99%.

A ministra das Finanças, Elena Salgado, tentou calmar os mercados ao afirmar que “apenas uma agência baixou a nota da dívida espanhola e essa agência considera que a dívida é excelente.”

Certo é que por muito excelente que seja a dívida, a economia espanhola tem sido uma das mais afectadas pela crise financeira que teve início em 2008 e a taxa de desemprego atingiu os 20%, ou seja um espanhol em cada cinco.

Um realidade que não é esquecida pelo analista da Standard & Poor’s Sam Stovall, que se mostrou bem mais alarmista do que a ministra do executivo de Madrid ao afirmar que “Espanha é uma grande preocupação para a maior parte dos investidores porque representava 8,5% do PIB da União Europeia em 2009, ao passo que a a Grécia representava menos de 2% e Portugal menos de 1,5%. Por isso um grande país como a Espanha com alguns problemas significa que estamos a passar dos mercados mais pequenos para os maiores,” conclui.

Vinte e quatro horas depois da S&P ter reduzido a nota da dívida portuguesa, José Sócrates esteve reunido com o Pedro Passos Coelho, em São Bento.

Após a reunião de hora e meia, o primeiro-ministro anunciou duas medidas. Uma é um maior diálogo sobre a crise entre governo e PSD. A outra é a antecipação para 2010 de medidas relativas ao Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) que estavam previstas só para os próximos anos.