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Desemprego espanhol ultrapassa os 20%

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Desemprego espanhol ultrapassa os 20%

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A Espanha tem, pela primeira vez em mais de dez anos, um desemprego acima dos 20%. O governo confirmou agora os números que tinham já sido avançados pela imprensa a meio da semana, devido a uma fuga de informação.
 
As filas à porta dos centros de emprego são cada vez maiores e a esperança é pouca: “Estou disposto a fazer qualquer trabalho que me proponham. Tenho uma filha pequena e tem que ser assim, não posso ficar parado”, diz um imigrante latino-americano à porta de um centro em Madrid.
 
Estas são más notícias para o governo de José Luís Rodríguez Zapatero, a contas com o terceiro maior défice da Zona Euro, depois da Grécia e da Irlanda.
 
A economia espanhola pode ficar ainda mais debilitada. Pelo menos para os próximos seis anos, prevê-se uma média de crescimento anual que não deve ultrapassar 0,7%.
  
“Temos uma taxa de desemprego muito elevada, de 20 ou mesmo de 21% nalguns trimestres, mas o maior impacto vem da destruição de empregos, que está agora mais baixa, mas continua a existir. Isto vai ter um impacto muito forte no consumo dos privados”, diz a analista Estefanía Ponte García, do BNP Paribas.
  
Numa entrevista publicada esta sexta-feira, a ministra das Finanças Elena Salgado disse que nos próximos tempos as notícias vão ser melhores, mas a esperança dos espanhóis está muito em baixo.
 
Esta semana, o país sofreu uma degradação da nota da dívida por parte da agência Standard & Poors, mais um abalo para o governo. Segundo as últimas sondagens, o PSOE, no poder, perderia para o Partido Popular, se as eleições fossem hoje.