Última hora

Última hora

Gordon Brown, o resistente

Em leitura:

Gordon Brown, o resistente

Tamanho do texto Aa Aa

Gordon Brown é o homem que veio da sombra e que sonhou a luz.

O ministro das Finanças de Tony Blair foi um dos maiores artesãos da nova imagem dos trabalhistas, de 1997 a 2007.

Passou 10 anos à sombra de Tony Blair, durante os quais foi dado como herdeiro até à tomada de posse… a partir daí tentou emancipar-se da imagem de favorito do carismático líder, assim como da influência.

Gordon Brown, nasceu em 1951, na Escócia, passou os primeiros três anos de sua vida em Hamilton, uma cidade marcada pela pobreza e desemprego.

Era uma criança sobredotada e entrou na universidade dois anos mais cedo do que o normal. Aos 16 anos, perdeu o olho esquerdo quando jogava rugby. É doutorado em História e iniciou carreira como jornalista de televisão. Em 1983 era eleito deputado.
O maior drama familiar aconteceu com a perda de uma filha nascida prematuramente. E o terceiro filho tem uma grave doença genética.

Gordon Brown coloca a inteligência ao serviço da política. Na posse como chanceler do Tesouro, defendeu ter protagonizado o maior período de expansão económica da história do Reino Unido. Entre 1997 e 2006, o crescimento económico foi, efectivamente, superior ao da Zona Euro, o desemprego caiu para 5,5%, contra mais de 8% na Zona Euro.

Mas durante a crise financeira, já como primeiro-ministro, Gordon Brown defendeu uma intervenção firme do governo, nacionalizando bancos importantes, como o Northern Rock.
O plano de recuperação inspirou-se bastante nos modelos de muitos países europeus.

Dos três candidatos eleitorais, tem de longe a maior experiência em matéria económica.

O mandato como chefe do governo tem sido difícil: em 27 de Junho de 2007, quando Gordon Brown assumiu o cargo, herdou a política do antecessor, incluindo a questão do Iraque. Três dias após a nomeação, enfrentou a primeira grande crise, com os atentados fracassados em Londres e Glasgow.

Entre a crise financeira global e o caos interno, a nada foi poupado, nos últimos três anos, mas foi conseguindo superar os obstáculos. Há um ano, o Partido Trabalhista atolou-se nas facturas de despesas dos deputados, fenómeno generalizado a membros do parlamento dos diferentes partidos.

A mais recente gaffe foi a do comentario a interpelação de uma nacionalista idosa sobre os imigrantes.
Se, por um lado a morte política de Brown tem sido bastante anunciada, por outro, é um resistente.