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Gregos não querem acordo de empréstimo com UE e FMI

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Gregos não querem acordo de empréstimo com UE e FMI

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Revoltados com a possibilidade de se verem comprometidos para o resto da vida, muitos gregos viraram-se contra as forças da ordem.

Cerca de 500 manifestantes concentraram-se à porta do ministério das Finanças na Grécia para dizer “não” às medidas de austeridade financeira que o governo é obrigado a implementar para evitar a bancarrota nacional.

Um grego afirmou que “se trata de um crime contra os gregos. O governo tem de encontrar outra forma de obter fundos, e ao mesmo tempo tratar bem a população.”

Uma residente em Atenas queixou-se das medidas: “Tenho um salário de mil e cem euros, se vão reduzi-lo e cancelar os bónus, com que vivo? Como pode alguém viver com mil euros? Pago 500 de renda.”

Uma decisão definitiva em torno do valor e condições do empréstimo à Grécia por parte dos parceiros europeus e Fundo Monetário Internacional deve ser tomada nos próximos dias.

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet desvendou, ontem, os três pontos em que o plano se vai basear:

“Trata-se de um programa forte e credível negociado entre a Comissão, o Banco Central Europeu, o FMI e a Grécia. Em segundo, o apoio vai evitar riscos financeiros para a eurozona. Em terceiro, vaiimplicar um passo de gigante no nosso modelo de vigilância.”

A ser aprovado, 45 mil milhões de euros serão canalizados para os cofres gregos.

Mas o efeito dominó já se fez sentir, Portugal e Espanha já foram vítimas dos especuladores. O hemiciclo luso reúne-se dia 27 para debater a crise grega. A imprensa espanhola fala numa Espanha sem solvência. A Itália, entre outros países do clube europeu, está também na mira.

Além de salvar os estados-membros em crise, há que salvar a imagem de uma moeda única atacada. A credibilidade das finanças dos 27 está em causa. Os olhos estão agora postos na Alemanha, que será uma das maiores credoras da dívida da Grécia…