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Interdição da burqa na Bélgica provoca onda de reacções

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Interdição da burqa na Bélgica provoca onda de reacções

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O voto sobre a interdição da burqa na Bélgica provocou uma onda de reacções – pró e contra. A burqa, o niqab e o véu integral islâmico deverão ser proibidos em todo o espaço público.

Para David Nichols, o secretário-geral da secção belga da Amnistia Internacional é uma lei discriminatória, na sua essência, que “cerceia severamente os direitos individuais à liberdade de expressão e de religião e estabelece um perigoso precedente para outros países europeus.”

Aprovada no parlamento por uma esmagadora maioria de 136 votos a favor e apenas duas abstenções, a nova lei deverá ainda ser votada pelo Senado e agrada a Daniel Bacquelaine, o presidente da bancada parlamentar do Movimento Reformador dos Liberais Francófonos: “Obviamente, apoiamos a liberdade de religião e de culto. Mas penso que a burqa não é um símbolo religioso. É, antes de mais, um símbolo político.”

Um argumento que o Conselho Muçulmano da Bélgica rejeita e que não convence toda a gente. Raz, que já viveu em Londres e na Bélgica não percebe porque é que se há-de impedir a burqa: “Se não representar uma ameaça para ninguém, não há nada de errado em usar o que se quer e ser-se aceite. Vivemos numa sociedade multicultural e devemos respeitar a religião e a cultura de cada um.”

O debate ultrapassa as fronteiras da Bélgica. Na vizinha França, o governo prevê também interditar o uso do véu integral em todo o espaço público. Uma lei está a ser preparada nesse sentido e deverá ir a votos em Setembro.