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Maré negra nos EUA poderá ser mais devastadora que a do Exxon Valdez

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Maré negra nos EUA poderá ser mais devastadora que a do Exxon Valdez

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Os Estados Unidos enfrentam aquela que poderá ser a pior maré negra da história.

O derrame de crude provocado pela explosão de uma plataforma petrolífera no Golfo do México, já tocou a costa da Louisiana que se encontra em Estado de emergência.

Washington decretou o estado de catástrofe nacional tendo mobilizado mais de um milhar de agentes da guarda costeira para tentar travar a vaga de crude.

O débito da fuga é calculado em mais de 800 mil litros diários, o equivalente a 250 piscinas olímpicas .

O responsável interino do serviço oceanográfio norte-americano afirma-se “assustado”. “Este é um incidente de grande dimensão e a quantidade de esforços que têm de ser mobilizados representam um verdadeiro quebra-cabeças”, afirma.

A administração Obama já afirmou que a proprietária da plataforma petrolífera, a britânica BP, vai pagar todas as despesas de limpeza das águas e eventuais indemnizações.

Os esforços para conter a fuga de crude poderão arrastar-se durante quase três meses, segundo as primeiras previsões.

Uma associação de pescadores já apresentou uma queixa em tribunal contra a companhia.

Um responsável da BP afirma que, “no momento da explosão da instalação, as válvulas de segurança deveriam ter sido activadas para impedir uma fuga de crude e isso não aconteceu. Não sabemos porquê mas estamos a tentar investigar a situação”.

A dimensão da catástrofe ecológica poderá superar aquela provocada pelo naufrágio do petroleiro Exxon Valdez, em 1989, espalhando mais de 40 mil toneladas de crude ao longo de 1900 quilómetros de costa no Alasca.