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Novas medidas de austeridade para salvar a Grécia

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Novas medidas de austeridade para salvar a Grécia

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Entre a ameaça da bancarrota e o apertão do cinto, a Grécia decidiu optou pela última e sustém agora a respiração à espera da reunião extraordinária do eurogrupo este domingo.

Perante o Parlamento de Atenas, o primeiro-ministro, George Papandreou, apresentou um terceiro pacote de medidas de austeridade: “As medidas económicas são necessárias para a protecção, a sobrevivência e o futuro do país. Assumimos esta responsabilidade patriótica independentemente dos custos políticos – que não são nada comparados com o custo nacional da inacção.”

Pela terceira vez, desde o início da crise, o governo anuncia um novo aumento do IVA e dos impostos sobre o álcool, o tabaco e o combustível, assim como o congelamento das admissões na função pública e a supressão do 14.° mês – uma medida que poderá ser alargada ao sector privado.

Spiros Bairaktaris, co-proprietário de um dos mais antigos restaurantes de Atenas, garante que não vai aumentar os preços dos pratos e acredita que a Grécia pode salvar-se: “Penso que o orgulho e o ego de todos os gregos estão feridos. O que aconteceu ao nosso país é muito maui, mas acredito que vamos superar a situação.”

Mas muitos dos cidadãos gregos não têm tanta confiança assim. Os sindicatos receiam uma baixa dos salários e prometem uma grande mobilização neste 1.° de Maio e uma greve geral no próximo dia 5.

E estão de olhos postos nos 45 mil milhões de euros da União Europeia e do FMI que, este domingo, poderão ser desbloqueados pelo eurogrupo.