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A maré negra ganha terreno no estado norte-americano do Luisiana

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A maré negra ganha terreno no estado norte-americano do Luisiana

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Os estados do Alabama e Mississípi seguiram o exemplo do vizinho e estão em alerta máximo.

O acidente na plataforma petrolífera Deepwater Horizon, no Golfo do México, aconteceu há dez dias. Desde então, diariamente, estão a ser vertidos 800 mil litros de crude sem controlo. A matéria viscosa vai dando à costa. A reserva natural no Luisiana pode ser seriamente afectada. Os especialistas falam numa das piores catástrofes ecológicas do país.

Na sexta-feira foi confirmado um outro acidente, numa outra plataforma petrolífera situada nas proximidades da cidade de Morgan. No entanto, não há indicação de que crude esteja a ser vertido.

Barack Obama voltou a sublinhar a responsabilidade da British Petroleum e acrescentou que a empresa vai custear as despesas de limpeza. O presidente afirmou ainda que o Estado vai apoiar as comunidades afectadas e que foi ordenado ao ministro do Interior, Salazar, que investigue o incidente e apresente um relatório em trinta dias que contenha também indicações precisas sobre formas de prevenir acidentes deste tipo no futuro.”

Para evitar mais contaminação da costa pela mare negra todas as técnicas parecem servor. As equipas colocaram barreiras flutuantes ao largo da costa e estão a realizar queimadas controladas para eliminar o máximo de crude, além de injectar a maré com dissolventes.

Para Jacqueline Savitz, da ONG Pollution camoaigns, Oceana, esta é uma situação em que apenas há perdedores. “Nenhuma das opções é boa, não existe uma forma adequada de lidar com este tipo de problema. O derrame, em primeiro lugar, não devia sequer existir.”

Os pântanos do Luisiana estão ameaçados. Se a maré penetrar nos canais, vai ser muito difícil controlar o seu alastramento.