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Ajuda à Grécia tem contrapartidas severas

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Ajuda à Grécia tem contrapartidas severas

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São 110 mil milhões de euros – dinheiro com que a Grécia espera resolver os problemas da dívida, pelo menos para já. Mas há uma contrapartida: um plano de austeridade rigoroso, que vai obrigar os gregos a grandes sacrifícios.

O primeiro-ministro George Papandreou está esperançoso: “Esta é uma oportunidade para fazer um país melhor. É um novo começo. Vamos fazer uma Grécia mais justa, mais transparente, mais humana e mais competitiva”.

A fatia de leão deste empréstimo vem dos parceiros da União Europeia, 80 mil millhões de euros. Os outros 30 mil milhões vêm do Fundo Monetário Internacional (FMI). É um empréstimo com a duração de três anos.

O Banco Central Europeu (BCE) deu um sinal positivo à Grécia, ao aceitar como garantia as obrigações da dívida pública. Isto apesar da classificação revista em baixa pelas agências de notação.

Mas o BCE só aceita esta garantia porque acredita nos esforços do governo grego. Esforços que para alguns são demasiado fortes.

As medidas de austeridade incluem a supressão de bónus e a suspensão do 13o e do 14o mês na função pública, um aumento do IVA dos 21% para os 23% e um aumento de 10% nos impostos sobre os combustíveis, o álcool e o tabaco.

Estas medidas estão a ser muito mal recebidas nas ruas. As greves e manifestações repetem-se. Para esta quarta-feira está marcada mais uma greve geral.