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Berlim inicia aprovação do plano de ajuda à Grécia

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Berlim inicia aprovação do plano de ajuda à Grécia

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O governo alemão aprovou a lei sobre o plano de ajuda à Grécia. Mas o processo não está terminado. Falta a luz verde das duas câmaras do Parlamento, o que deverá acontecer até ao final da semana.

A Alemanha é o país da zona euro onde o processo é mais difícil, tendo em conta a oposição do eleitorado a escasso dias de eleições cruciais para Angela Merkel. A chanceler impôs condições suplementares para ajudar Atenas e defende também a “criação de uma agência europeia de rating, para que os mercados europeus sejam mais resistentes e reactivos com base na ideia de uma economia social de mercado”

Merkel reage às exigências da oposição social-democrata, que apoia o plano se o governo lutar contra as especulações dos mercados que aceleraram a crise.

A Alemanha é o país com a maior contribuição. Serão 22 mil milhões de euros nos próximos três anos. Seguem-se a França e a Itália. Portugal vai contribuir com pouco mais de dois mil milhões. O objectivo final é salvaguardar a estabilidade da moeda única.

Christine Lagarde, ministra francesa da Economia, garante que a “mensagem é clara: não aos ataques a um país da zona euro. Na zona euro somos solidários, cerramos fileiras quando um Estado se encontra em dificuldade, mas pedimos-lhe também que implemente um certo número de medidas”.

O parlamento francês debate esta segunda-feira o plano de ajuda à Grécia e, tendo em conta as declarações dos vários grupos políticos, a aprovação está garantida.