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Merkel quer "capítulo 11" para Estados falidos

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Merkel quer "capítulo 11" para Estados falidos

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O governo alemão já reagiu às acusações segundo as quais o país está a beneficiar com a crise grega. São vários os analistas que dizem que a Alemanha ganha com esta crise, pois o euro mais baixo é bom para as exportações.

Para a chanceler alemã, Angela Merkel, o país não beneficia com a situação. Merkel propõe a criação de novos mecanismos: “Para situações de urgência extrema, é preciso criar um processo de insolvência para os Estados membros”.

Merkel quer assim criar um mecanismo semelhante ao que nos Estados Unidos é conhecido como “capítulo 11”, que coloca as empresas falidas sob administração.

A deputada dos verdes Claudia Roth insiste que a Alemanha está a ganhar com a situação grega: “Não quero estar do lado daqueles que adoptam um tom quase chauvinista contra a Grécia, porque ainda não perceberam que a Alemanha é um dos países que mais beneficiaram dentro da União Europeia”.

O escritor Wilhelm Hankel é um dos principais críticos do euro, na Alemanha, e escreveu várias obras contra a moeda única: “Não se trata só da Grécia. Há também os casos de Portugal, Espanha e Irlanda. Estive a somar todas as dívidas destes países e são mais de dois biliões de euros. Nem a Europa, nem os nossos contribuintes podem pagar esta factura”.

Em Espanha, a crise tem sido acompanhada por quedas a pique na bolsa. A vice-primeira-ministra,
María Teresa Fernádez de la Vega, deita água na fervura: “A dívida espanhola está apenas 20 pontos abaixo da média europeia. Em Espanha não há medo de qualquer tipo de contágio, sempre fizemos bem os nossos deveres”.

O índice principal da bolsa de Madrid teve fortes quedas, nos últimos dias, por culpa de rumores segundo os quais a Espanha iria precisar, tal como a Grécia, da ajuda dos parceiros europeus e do FMI.