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Brown, Cameron e Clegg visam indecisos no último esforço de campanha

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Brown, Cameron e Clegg visam indecisos no último esforço de campanha

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Os líderes dos três grandes partidos britânicos centraram todos os esforços do último dia de campanha na sedução dos milhões de britânicos ainda indecisos na véspera das legislativas.

O primeiro-ministro Gordon Brown ainda acredita na vitória e, na Escócia, apelou a um voto de confiança no Labour.

Brown sublinhou que percebe “as preocupações [dos britânicos] com o emprego e com o futuro dos serviços públicos”. E defendeu que para “garantir a recuperação e o crescimento necessários, é preciso um governo trabalhista maioritário”.

Já para o líder dos Tories, a palavra de ordem foi, como em toda a campanha, “mudança”. Apoiado pelas sondagens, David Cameron sonha já com a passagem da oposição para o número 10 de Downing Street.

Em Bristol, no sudoeste de Inglaterra, Cameron disse que se os britânicos “querem acordar na sexta-feira com um novo governo, uma nova equipa e um novo primeiro-ministro que inicie o trabalho de limpar a confusão gerada durante os últimos 13 anos, a única garantia desse resultado é um voto conservador”.

Os liberais-democratas fizeram campanha até ao final com a promessa de reformar o Parlamento e o sistema eleitoral, tentando capitalizar com o descontentamento popular com a classe política.

O líder do partido, Nick Clegg, frisou que “é preciso reformar a Câmara dos Lordes, que deve prestar contas à população e não apenas a si mesma. É preciso limpar o financiamento partidário e introduzir uma nova forma de fazer política, para que cada um dos votos conte, para que os políticos oiçam a população e não apenas a si mesmos”.

Os liberais-democratas podem ter a chave para a formação do próximo governo, desempenhando um papel de árbitro se nenhum partido conseguir a maioria absoluta.