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Mais de 70% de votantes nas eleições do Reino Unido

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Mais de 70% de votantes nas eleições do Reino Unido

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Se o resultado é incerto, uma coisa parece certa: a participação dos eleitores nestas eleições britânicas é superior à do último escrutínio, em 2005.
 
As assembleias de voto só encerram às 22h00 (a mesma hora em Lisboa), mas as primeiras estimativas dão conta que mais de 70% dos 45 milhões de eleitores terá cumprido o seu dever cívico. Há cinco anos, a participação foi apenas de 61 por cento. É preciso recuar até 1997 para voltar a encontrar uma participação igualmente elevada (71%) e ir mesmo até 1992, quando 77% dos eleitores se deslocaram às urnas.
 
Estas eleições revestem-se de um especial interesse já que a incerteza dos resultados aponta para um “parlamento suspenso” – “hung parliament” -, isto é, uma câmara dos comuns sem maioria absoluta. Algo que não acontece desde 1974. Os britânicos não estão, de todo, habituados a governos de coligação.
 
Há 13 anos no poder, os trabalhistas de Gordon Brown caminham para a derrota, segundo uma centena de sondagens, realizadas ao longo das últimas semanas.
 
Uma derrota que não significa, no entanto, uma maioria absoluta para os conservadores, liderados por David Cameron.
 
Um terceiro homem veio “perturbar” o cenário britânico, normalmente bipolar. Trata-se de Nick Clegg, líder dos liberais democratas.
 
Como Cameron, Clegg tem apenas 43 anos, e uma imagem igualmente dinâmica – contrariamente à imagem mais apagada de Gordon Brown que, com os seus 59 anos, carrega ainda o peso da crise económica que o país atravessa.
 
As últimas sondagens demonstram uma certa recuperação de Gordon Brown mas – mesmo se o escrutínio uninominal a uma única volta e as circunscrições existentes favorecem os trabalhistas – o Labour não conseguirá, de todo, os 326 assentos necess’arios à maioria absoluta.
 
Ao todo, 4149 candidatos de mais 20 partidos disputam os 650 assentos do parlamento britânico.
 
Num país onde a campanha eleitoral é autorizada até ao último minuto, em muitas localidades, os militantes dos vários partidos tomaram de assalto as saídas do metro e outros locais estratégicos para convencer os 30% de eleitores, ainda ontem indecisos, a irem votar no seu candidato.
 
Dulce Dias