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Economia à espera do novo governo britânico

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Economia à espera do novo governo britânico

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É num cenário difícil e ingrato que o próximo Governo britânico tomará posse.

As atenções dos governantes terão de se concentrar na City londrina.

Tèm, à sua espera, três missões importantes: reduzir a dívida pública, relançar a economia e reformar o sistema financeiro que tem a mais baixa taxa de credibilidade, da sua história.

O mercado financeiro precisa de novas regras.

A libra tem mantido uma desvalorização constante, contra o dólar, dando dores de cabeça a vários primeiros-ministros, saídos dos dois partidos alternantes.

Gordon Brown conseguiu uma ligeira recuperação. Hoje mesmo, a libra estava a valer 1.47 dólares, menos uma décima que no tempo de Margaret Thatcher.

Mas a pior performance aconteceu no tempo de John Major.

Uma desvalorização que arrefece a procura interna.

Os analistas económicos não parecem confirar muita nas soluções que venham a sair destas eleições, como diz Paul Woopley, da EuroNews:

“Este resultado eleitoral não podia ter acontecido em pior altura, para a economia britânica. O novo governo terá de fazer cortes significativos na despesa, porque a Grã Bretanha tem um dos níveis mais elevados de dívida pública, na Europa. Os mercados financeiros detestam este tipo de incerteza política, eles querem a estabilidade, isto, porque estamos a ver a venda de acções, a desvalorização da libra e das obrigações do governo britânico”.

Mas a agência de notação financeira Moody’s acredita que a dívida será atacada, por qualquer governo. As soluções nao divergem muito.

Mas é preciso motivar todos os sectores, para participarem na recuperação, como salienta david Rennie, da revista, “The Economist”:

“Eu quero pensar que a Grâ Bretanha estará a concentrar-se nas actividades secundárioas, senão eles cruzam os braços e dizem: nós não estamos a contribuir com um centavo para essa ajuda. Agora, se a Europa vier à Grâ Bretanha e disser que começa a caucionar países de fora da Eurozona, se os conservadores, os liberais ou os trabalhistas gostam disto ou não….eu prevejo uma luta grande entre Grã Bretanha e União Europeia”.

Resta o desemprego, outro grande problema para o próximo Governo. Há dois anos a taxa era de 5.4. Hoje é de 7.1 por cento. São mais de dois milhões de ingleses sem trabalho.