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Sucedem-se os ataques com gás contra alunas no Afeganistão

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Sucedem-se os ataques com gás contra alunas no Afeganistão

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Dezenas de alunas de escolas nas cidades de Cabul e Kunduz foram vítimas de envenenamento por gás. Este é o quinto ataque numa semana, e vitimou cerca de trinta jovens.

Num dos ataques um homem vestido de negro e com o resto tapado foi visto a atirar uma garrafa que começou a deitar um fumo com um odor estranho.

Uma das vítimas afirmou, da cama do hospital: “Três colegas minhas ficaram inconscientes na sala de alula. Enquanto eu olhava para o quadro, os meus olhos começaram a arder e lágrimas saíam e depois perdi a consciência. Não sei o que aconteceu depois.”

O pai de uma outra vítima acrescentou: “Obter uma educação é obrigatório para todos os muçulmanos, homens ou mulheres. Se morremos, os nossos filhos têm de continuar a estudar, é nossa obrigação educar os filhos.”

Uma obrigação que parece ter detractores no Afeganistão, país onde apenas recentemente as mulheres passaram a ter o direito de ir à escola.

Em Kunduz, mais de 20 ataques foram registados contra alunas de esolas nas últimas duas semanas.

Desconhece-se a autoria dos ataques, mas as autoridades pensam que os talibã são responsáveis, embora estes tenham negado qualquer envolvimento.

Recorde-se que o regime talibã, imposto no Afeganistão, entre 1996 e 2001 encerrou todas as escolas femininas e ameaçava as professoras e as alunas com ácidos.