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Wall Street segue congéneres europeias na reacção positiva ao plano da UE

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Wall Street segue congéneres europeias na reacção positiva ao plano da UE

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A bolsa de Nova Iorque registou a mais forte subida do ano, seguindo os mercados europeus na reacção bastante positiva ao colossal plano de contingência adoptado na Europa para fazer face à crise que paira sobre a Zona Euro.

As fortes subidas nos índices Dow Jones e Nasdaq acompanharam a maior progressão diária nos mercados europeus desde Março de 2009.

Tudo graças à reunião de emergência dos ministros das Finanças da União Europeia, que se saldou com a criação do novo mecanismo de estabilização da moeda única.

O historiador Timothy Garton Ash diz que ouviu “no Forúm Económico Mundial, tanto Barroso com Van Rompuy, dizerem que a união monetária precisa de união económica, que precisa por sua vez de união política – é essa a lógica da situação”. Mas acrescenta que, na sua opinião, “ a maioria dos países europeus não estão prontos para seguir essa lógica até ao fim, entre os quais a Alemanha, que não está claramente disposta”.

O governo alemão sofreu uma pesada derrota eleitoral, consequência de uma opinião pública desfavorável ao resgate à Grécia.

Mas o comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários defende a necessidade do plano de emergência de até 750 mil milhões de euros para ajudar países da Zona Euro. Olli Rehn diz que “é preciso reforçar a governação económica na Europa, tanto em termos de vigilância orçamental preventiva e cumprimento do Pacto de Estabilidade, como da gestão dos desequilíbrios macroeconómicos. Os Estados-membros comprometeram-se com novas medidas significativas de consolidação fiscal”, sobretudo “Portugal e Espanha”.

Segundo o FMI, Lisboa e Madrid precisam de fazer um ajuste fiscal maior do que o até agora previsto.

O ministro português das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu estar a estudar um aumento do IVA e do imposto sobre o subsídio de Natal.