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Cameron: da liderança conservadora à chefia do governo

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Cameron: da liderança conservadora à chefia do governo

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Cinco anos depois de assumir a liderança dos Tories, David Cameron concretiza o sonho de devolver o poder aos conservadores.

A ascenção nas fileiras do partido foi meteórica, desde a conquista de um assento parlamentar em 2001 à liderança em 2005.

Herdeiro de uma família rica, Cameron passou pelo elitista Eton College e pela Universidade de Oxford, onde adquiriu uma formação de “primeira classe” em Política, Filosofia e Economia.

Representante da ruptura com o passado de Margaret Thatcher, Cameron conseguiu dinamizar e modernizar os conservadores. Durante a campanha a palavra de ordem foi, tal como Barack Obama, “mudança”.

Cameron nunca escondeu a faceta como pai de família e a defesa de um sistema nacional de saúde sob a tutela do Estado foi interpretada como um resultado da experiência com os cuidados do filho Ivan, que sofria de graves deficiências cerebrais e que acabaria por morrer no ano passado, aos seis anos de idade.

Enérgico, o líder conservador soube assumir-se como verdadeira alternativa aos trabalhistas, equilibrando o eleitorado tradicional com a classe média e as novas gerações.

O esforço vê-se agora recompensado pela chefia do governo, que no entanto terá de partilhar com os Liberais Democratas. Um resultado natural, segundo muitos analistas, que acreditavam já antes das eleições que um Reino Unido a dois partidos é coisa do passado.