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Coligação britânica aposta forte na luta contra a recessão

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Coligação britânica aposta forte na luta contra a recessão

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Os conservadores e os liberais democratas britânicos vão partilhar o poder, para o melhor e para o pior, nos próximos cinco anos.
O conservador David Cameron sucede a Gordon Brown na primeira coligação governamental desde 1945.

Winston Churchill, em 1940 tornou-se primeiro-ministro à frente de uma grande coligação formada por conservadores, trabalhistas e liberais.

A aliança durou os cinco anos que se deseja que esta dure.
Mas, para chegar a acordo, depois das eleições inconclusivas, as duas partes tiveram de negociar com ardor e renunciar a vários projectos defendidos na campanha. O objectivo é acelerar os esforços para reduzir o défice orçamental e emergir da recessão.

Os liberais democratas tiveram de aceitar um plano de corte nas despesas públicas de seis mil milhões de libras a partir deste ano, contra o que defendiam: esperar pelo próximo ano.
Tiveram de aceitar as quotas de imigrantes e renunciar à amnistia dos clandestinos.
E tiveram de se submeter ao aval por referendo sobre qualquer transferência de poder à União Europeia e renunciar à adopção do euro.

Por seu lado, os conservadores tiveram de aceitar a subida da plataforma de impostos a 10 mil libras e a reforma eleitoral que também será submetida a referno.

Muitos compromissos e mesmo sacrifícios. Muitos políticos vão ter de aprender a trabalhar em grupo, apesar das divergências. É o caso de George Osborne, novo ministro das Finanças, e do futuro ministro do Comércio, o liberal-democrata, Vince Cable:

“Temos a consciência, ambos, que a tarefa a cumprir é enorme. Temos de trabalhar juntos. “

Os liberais democratas britânicos ficam à frente de ministérios que fazem ponte com os dos conservadores, e ficam com a responsabilidade da Escócia e do clima Os conservadores ficam com as pastas da Defesa, do Interior, dos Negócios Estrangeiros.

Continua a ser possível aos liberais democratas absterem-se pontualmente nos voto da Câmara dos Comuns mas, se votarem, contra os conservadores. o acordo pode ficar sem efeito e a instabilidade governativa continuar, tal como temem os críticos.