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Acordo entre Irão, Brasil e Turquia não convence Ocidente

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Acordo entre Irão, Brasil e Turquia não convence Ocidente

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O Ocidente mantém a pressão sobre Teerão, apesar do acordo sobre o nuclear assinado pelo Irão, Brasil e Turquia.

Os três países avançaram com uma proposta que prevê o envio para território turco de combustível nuclear iraniano, em troca de urânio enriquecido para a central de pesquisa de Teerão.

A União Europeia considerou o anúncio como “um passo na boa direcção”, mas que “não responde a todas as inquietudes” sobre o programa nuclear iraniano.

O presidente dos Vinte e Sete explica que “a principal preocupação não é o abastecimento do reactor de pesquisa de Teerão, mas sim o próprio programa nuclear. A Agência Internacional de Energia Atómica fez propostas razoáveis para o abastecimento do reactor, mas o Irão falhou numa resposta positiva. Ouvimos, mas ainda não vimos as novas propostas”.

Como seria de esperar, Israel manifestou ira, acusando o Irão de “manipular o Brasil e a Turquia”, ambos membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

O vice-ministro israelita da Defesa considera que Teerão “está a tentar dotar-se de armas [nucleares]. As medidas que está a tomar estão longe de ter finalidades de autodefesa, como diz o presidente brasileiro” e Israel “tomará decisões de acordo” com os desenvolvimentos.

A Alemanha considera que nada pode substituir um acordo entre Teerão e a AIEA. O Reino Unido continua a defender novas sanções contra o regime iraniano que, por seu lado, frisou a intenção de continuar a enriquecer urânio.