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Capital tailandesa é palco de guerilha urbana

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Capital tailandesa é palco de guerilha urbana

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O coração da capital tailandesa é palco de uma autêntica guerrilha urbana pelo terceiro dia consecutivo.

Os confrontos entre as forças leais ao governo e os apoiantes da oposição – os camisas vermelhas – já fizeram pelo menos 35 mortos nos últimos dias, entre eles um militar e vários estrangeiros. Mais de 230 pessoas foram feridas.

A oposição pediu a mediação das Nações Unidas e retirada das tropas das ruas, mas o Governo não cedeu e exige que os “camisas vermelhas” abandonem as barricadas até esta segunda-feira.

O porta-voz do Governo indicou que “o pedido de mediação das Nações Unidas foi rejeitado, assim como qualquer presença da ONU na Tailândia.

Nenhum governo tailandês permitiu alguma vez que a ONU interferisse nos assuntos internos do país, capaz de resolver os seus problemas, apesar de estar disposto a ouvir.”

As crianças estão as ser levadas para mosteiros budistas em vários pontos do país onde o estado de emergência foi decretado, pelo menos em 18 províncias.

Os familiares crêem que os mosteiros são locais seguros já que a tradição tailandesa impede ataques aos locais de culto.

Os “camisas vermelhas” estão barricados nos arredores do distrito popular de Din Daeng e vários habitantes do bairro estão a abandonar as suas casas com receio do fogo cruzado.

A presença de franco-atiradores, colocados em pontos estratégicos da capital e com autorização para abater quem representar uma ameaça aumenta o receio da população.

A situação piorou nas últimas horas, com o estado de emergência decretado em outras cinco províncias bastião da oposição – o que permite às forças de segurança fazer detenções de forma discricionária, elevando para 18 as províncias sob controlo excepcional.

Os serviços públicos e escolas vão estar encerrados segunda e terça-feira.